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quarta-feira, 23 de junho de 2010

Maria Falone

Minha bisavó tem 83 anos e foi diagnosticada com câncer no estômago. A família ficou muito abalada, com medo, pois o médico disse que ela teria apenas um mês de vida caso não realizasse uma cirurgia, pois apresentava hemorragia interna.
No começo surgiram várias dúvidas, se contaríamos ou não verdade para ela, mas por ela já ser idosa resolvemos não contar nada, e nem ao meu bisavô, marido dela que já está com 96 anos. Então inventamos outra doença simples. Depois surgiram as dúvidas sobre a cirurgia, pois o médico explicou que não tinha como dar certeza que ela agüentaria a cirurgia, por já ter uma idade avançada e como estava perdendo muito sangue, não tinha como ele dizer que ela se sairia bem na cirurgia. Então nos questionávamos: "ficamos com ela mais um mês ou a perdemos na próxima semana?". Minha bisavó sempre muito confiante começou a desconfiar que houvesse algo de errado, pois sobrinhos de longe, amigos de família, netos, começaram a visita-lá todo sábado e domingo, querendo recompensar o tempo que haviam perdido ficando longe dela. Meu bisavô não desgrudava dela nem se quer um minuto, fazia questão de sentar sempre ao seu lado, e ela dizia: "Nossa, devo estar bem ruim, pois há muito tempo que não os vejo..." e falava sorrindo, "podem ficar tranqüilos não vou morrer dessa vez...".
Logo depois ela realizou a cirurgia e foi um sucesso, o médico disse que ela é muito forte, e vai ficar muito mais tempo conosco.
Bem, hoje ela já está recuperada e no mês de maio/2010 completou 84 anos.
Agora percebemos o quanto nossa mente é capaz de tudo, pois se ela soubesse que estava com câncer com certeza se entregaria, e poderia estar sofrendo até hoje, pois o maior medo dela é ter um câncer, e ela ainda acredita que o câncer não tem cura… e na verdade ela é a prova viva que quem acredita vence, pois ela achando que era uma simples doença, que era apenas uma cirurgia simples saiu vitoriosa. 


Obrigado Diana, por contar a história de superação de sua bisavó (Maria Falone)!!!
Abraço

segunda-feira, 21 de junho de 2010

"At first I was afraid, I was petrified..." por Adriana Scarpari

"Em julho de 2009 recebi o diagnóstico de um câncer na minha mama direita e tive que fazer uma cirurgía de retirada total da mama e mais dezoito gânglios de defesa debaixo do braço, sendo três já com metástase. No mesmo dia, logo em seguida, foi feito a reconstrução da mama com retirada do tecido do grande dorsal (região das contas entre o ombro e a cintura) com prótese de silicone. Fiz quimio, a qual me deixou careca, e radioterapia e ainda tenho que diariamente tomar um medicamento (tamoxifeno) por 5 anos!
No começo foi um tanto difícil, pois não é nada agradável tirar a mama e o cabelo de uma mulher, visto que as duas coisas estão diretamente ligadas a nossa feminilidade, mas tive que começar a ver o lado bom das coisas e agradecia por não ser um órgão vital, ou um braço, uma perna, enfim. Cheguei sim a me perguntar porque comigo e a vida me trouxe respostas nada fáceis de se entender... Muitas vezes estive ao lado de crianças tomando quimio junto a mim. Como tenho uma filha de 6 anos, vocês já sabem como a resposta foi compreendida por mim. Ainda bem que foi comigo...!!!
O que me ajudou bastante foi o amor e o carinho dos meus familiares, amigos e alunos e mais meus vira latas que precisam e gostam muito de mim e aí a gente só se fortalece!
Fiz amizades maravilhosas e nunca deixei de viver por conta disso. Acho que hoje sou mais feliz e minha família se uniu ainda mais depois de tudo isso. Não me revolto e quero viver e a vida... E ela que decida o que quer fazer comigo.
Sinto-me como a Águia que vive em média de 70 anos e ao chegar por volta dos 30 tem que decidir entre viver ou morrer. Escolhendo viver, terá que arrancar todas as suas penas, unhas e quebrar todo o seu bico na rocha para então, após 5 meses, estar renovada e forte para viver mais 30 anos!
É exatamente como me sinto, forte e renovada e olhando sempre em direção ao sol e isso deve-se muito ao amor e força que recebí de todos aqueles que me querem bem. Amo intensa e infinitamente essas pessoas!
Um grande abraço a todos!"

Nana,
Parabéns pelo exemplo de força, determinação, amor e superação. Te amamos muito e estamos muito orgulhosos de você.
Obrigado

sábado, 19 de junho de 2010

Essa é minha história.


Em outubro de 2004 descobri ter Retocolite Ulcerativa, uma doença auto-imune sem explicação de causa definida ou mesmo cura. A ida freqüente ao banheiro (acima de 20 evacuações por dia no meu caso) e perda de sangue nas fezes acaba debilitando o paciente física e psicologicamente. Com anemia profunda, precisei de transfusões de sangue e minha vida social deixou de existir. O tratamento a base de cortisona ocasiona efeitos colaterais terríveis e as dores abdominais são inimagináveis. Tentei incontáveis tratamentos. Tradicionais, exotéricos, espirituais, homeopáticos, acupuntura, fitoterapia, enfim, de tudo um pouco. Todos me trouxeram bem estar, aliviando os sintomas, mas nunca me livraram verdadeiramente do problema. Após 5 anos tentando inúmeros medicamentos inovadores, participando de protocolos de pesquisas de laboratórios internacionais (eu era uma verdadeira cobaia ambulante), cheguei ao fundo do poço. Em outubro de 2009, não saia mais de casa e mal conseguia subir as escadas da minha residência. Decidi fazer a cirurgia de retirada do intestino grosso (parte afetada pela inflamação) e isso salvou minha vida. Ou melhor! Isso foi o que me curou, mas o que salvou minha vida foram as pessoas que sempre estiveram ao meu lado me dando apoio. Não tenho palavras para relatar a dedicação, amor e paciência de minha esposa, me acompanhando diariamente, segurando minha mão e me dando colo em todos esses anos. Seu amor incondicional me fez uma pessoa melhor me mostrando os verdadeiros valores da vida, e por isso serei eternamente grato.
Nada foi fácil. Pelo contrário, tudo foi difícil. Mas acho que não nasci para desistir e isso me salvou. Posso dizer que quase morri, mas em nenhum segundo pensei que fosse morrer. Por isso estou aqui. Cansei de ouvir que a cura dependia de mim, e que precisava ser forte, mas afinal essa é a verdade. Como qualquer um que passa por esse tipo de coisa, perguntei a Deus diversas vezes: “Por que eu?”. E normalmente só achamos a resposta no final. Se você ainda não achou a sua, é porque o final ainda não chegou. A minha é: “Porque hoje me considero uma pessoa melhor!!!”